Compliance
Compliance BACEN na prática: KYC e AML como parte da arquitetura
Compliance costuma ser tratado como um módulo "depois" — algo que se encaixa na arquitetura quando o produto já está pronto. Em instituições financeiras, essa abordagem sai cara: retrabalho, dados espalhados e onboarding lento.
KYC como parte do fluxo, não uma etapa isolada
O cadastro de um cliente deveria alimentar o motor de risco continuamente, não apenas no momento da abertura de conta. Mudanças de comportamento — volume, frequência, contrapartes — precisam reclassificar o risco do cliente de forma automática.
Monitoramento transacional em tempo real
Regras de AML que rodam em batch noturno chegam tarde demais para PIX. A arquitetura precisa avaliar cada transação no caminho crítico — ou, quando isso não é viável por latência, em uma janela de segundos após a liquidação, com capacidade de bloqueio e devolução (MED) quando aplicável.
Reporte que não vira exceção manual
Comunicações ao COAF e demais obrigações regulatórias devem ser geradas a partir das mesmas regras de detecção que alimentam o monitoramento — evitando que o time de compliance mantenha uma lógica paralela e divergente em planilhas.
Compliance como produto interno
Tratar compliance como um produto interno — com API própria, SLAs de resposta e observabilidade — é o que permite que ele escale junto com o negócio, em vez de se tornar o motivo pelo qual o onboarding leva dias.