Open Finance
Open Finance: segurança de APIs além do FAPI
22 de março de 20262 min de leitura
O padrão FAPI (Financial-grade API) define o piso de segurança para participantes do Open Finance — mas o piso regulatório não é o teto de uma arquitetura madura.
O que o FAPI cobre
- Autenticação mútua via certificados (mTLS) para comunicação entre instituições.
- Consentimento explícito do cliente, com escopo e prazo de validade bem definidos.
- Assinatura de requisições para garantir integridade e não-repúdio.
O que fica por conta da arquitetura
Mesmo com o FAPI implementado corretamente, uma instituição precisa endereçar:
- Revogação em tempo real — quando um consentimento é revogado, o acesso precisa ser bloqueado em segundos, não no próximo ciclo de cache.
- Rate limiting por consentimento, não apenas por client_id, para evitar que uma integração de terceiro sobrecarregue o compartilhamento de dados de um único cliente.
- Observabilidade de escopo de dados — auditoria de exatamente quais campos foram acessados, por qual instituição receptora, e quando.
Defesa em profundidade
APIs de Open Finance expõem dados sensíveis de clientes para instituições terceiras. A arquitetura de referência trata cada chamada como potencialmente hostil: validação de esquema rigorosa, sanitização de saída, e um gateway dedicado que isola o tráfego regulatório do tráfego dos canais próprios.
Segurança em Open Finance não é uma checklist de compliance — é um requisito de arquitetura contínuo.